quinta-feira, 17 de abril de 2014

Páscoa, uma questão de memória...


Para os  Judeus, o ponto mais importante no plano de redenção  realizador por Deus , foi a libertação de Israel da escravidão do Egito. Foi através do Êxodo que eles se sentiram chamados como povo para conhecer de fato o Eterno. Eles o seguiam, mas o deserto tratou e ensinou  sobre fé.  Não demorou muito, e a necessidade de perpetuar essa  experiência com Deus habitou em seus corações...a tradição oral se fez presente e os judeus passaram a contar a seus  filhos e netos toda aquela experiência de libertação. Mas o que essa história tem haver com memória?   Simples.  Os israelitas criaram uma cerimônia para relembrar  a fidelidade e amor de Deus por eles.
Passaram a celebrar todos os  anos  afim de não esquecer  o que aprenderam com o Êxodo.
E essa cerimonia ficou conhecida como -  Páscoa !  

  

Baseado no livro Redenção de  Alister Mcgrath.





segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Pensando o Natal!


Lucas 2.11 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.


Cada dia mais me convenço que o Natal está se distanciando do motivo de ser da data e também do feriado, que é esperado e absorvido por todos independente de religião e credo ou a falta deles.

Lembro-me da minha infância e do que gerava expectativa em meu coraçao, que sem dúlvida era montar a árvore, os presentes, ver as ruas cheias de luzinhas...mas meu pai, pastor evangélico, deixava claro para todos nós que a motivação não podia ser negociada, tudo era periférico, pois o centro era o nascimento do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Nada nas famílias cristãs podia tomar o lugar d’Ele na manjedoura dos nossos corações.

Por ser também um artista, meu pai amava o colorido das bolinhas e também o piscar das luzes, tudo tinha um ar significativo. As luzes remetiam às estrelas do céu de Belém... Tínhamos na nossa árvore uma bolinha de tom salmon que nos atraía pela singeleza da sua cor e a chamávamos de mascote de nossos enfeites; cuidávamos para que não se quebrasse e por muitos anos ela nos acompanhou, por sinal, era a última a ser pendurada. Tudo isso era maravilhoso, mas meu pai nunca negociou a importância do verdadeiro sentido, Jesus Cristo.

Cheguei a achar que estava só nos meus pensamentos sobre como comemorar o Natal nos dias de hoje. As pessoas estão tão distantes e sem referência a respeito do verdadeiro sentido a ponto de se dar ao direito de fazer presépio com garrafas de refrigerantes e outros, como se Jesus fizesse parte de uma mera festividade gastronômica.

Me alegrei hoje ao abrir o meu facebook e encontrar um texto do pastor Hernandes Dias Lopes sobre a recristianização do Natal e meu marido tem pregado insistentemente sobre desconstruir para reconstruirmos o Natal, Tenho refletido muito sobre esse assunto e conclui que a minha tão esperada “Árvore de natal da infância, não faz mas sentido na decoração da minha casa. Fico pensando no meu pai ... tenho certeza que ele iria concordar comigo. Como família pastoral, desejamos reconstruir nosso natal a partir da base sólida que é Jesus Cristo. Um Feliz Natal porque Jesus nasceu!


Nina Arbex









sábado, 7 de setembro de 2013

Um estilo de vida

Essa frase "um estilo de vida", ouvi pela primeira vez em um sermão do Marcio, logo depois da sua primeira nomeação pastoral.
Hoje continuo a ouví-la e pensando bem, como dialogar com o Sagrado se também não fizer parte do nosso dia a dia?
Penso que podemos até dialogar sim, mas algumas vezes, não retemos, ou retemos menos do que deveríamos desse diálogo.
Algumas vezes, nos surpreendemos dialogando com o Sagrado através do sermão pastoral, a palavra nos arrebata, nos leva ao arrependimento, à confissão, verdadeira "ode" espiritual.
Podemos sentir verdadeiramente que fomos tocados pelo Espírito de Deus.
Fico feliz quando isso acontece, e graças a Deus porque a frequência é satisfatória, mas percebo também, que deveríamos buscar com mais entusiasmo, determinação, um diálogo com o Eterno, de tal forma que verdadeiramente conseguíssemos rever nossas atitudes, valores e testemunho a ponto de que o diálogo pastoral com o Sagrado gere em cada um de nós a necessidade de buscar coerência em nossa vida cristã, a fim de poder afirmar que dialogar com o Senhor Jesus na prática da busca de santidade, de fato é nosso estilo de vida.
Só nos resta pedir misericórdia.
Misericórdia Senhor, por sermos tão humanos e por usarmos isso como desculpa na nossa falta de obediência, prontidão em Teu serviço e a coerência? Que dificuldade Senhor! Porque somos surpreendidos, que fazemos aquilo que criticamos, misericórdia Senhor...
O mundo tem nos contaminado de tal maneira que não percebemos mais se usamos vocabulário torpe e nem nos incomoda se o que dizemos pode ferir o nosso irmão, afinal de contas, achamos que temos liberdade e o direito "de dizer o que deve ser dito".

"Pelo que o direito se tornou atrás, e a justiça se pôs longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a eqüidade não pode entrar."
Isaías 59:14


Misericórdia Senhor, gera em nós, condições para dialogar contigo, muito obrigada oh Deus por Teu Espírito ainda estar entre nós e por usar os nossos pastores para sacudir a Tua igreja, a fim de tocar as nossas vidas (em particular, obrigada Pr. Marcio e Pr. Eduardo Seixas, porque tenho visto isso na palavra de vocês).






Arte by Susan Savage



quarta-feira, 8 de maio de 2013

   

Páscoa...cinquenta dias antes de Pentecostes !


       

 Sob o véu da morte...


Penumbra...

                                                                  
Cumprimento da palavra...

                                                   
Sete Espíritos do Senhor...

  
Unção...


Ressurreição     
                                                                                     

                                          Glória !!!                                           
                                  

                              

                                                   
NINA ARBEX



























quinta-feira, 28 de março de 2013

Ele tomou sobre si nossas enfermidades...




"Isso não significa viver emocionalmente tranquilos, assim como não podemos viver livres do pecado. Mas podemos ser confortados com a firme convicção de que as piores injustiças da humanidade foram levadas em conta. A cruz  foi o maior ato de Deus para nos alcançar, e é aqui que nos identificamos mais intimamente com CRISTO.Obviamente, não temos como repetir sua experiência,  mas podemos nos identificar com suas feridas. Conforme aprendemos, CRISTO foi abandonado para que fôssemos acolhidos. Ele experimentou o INFERNO para que pudéssemos experimentar o CÉU! "

"Os brados da cruz"  Erwin Lutzer

Feliz Páscoa!

Nina Arbex

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A TRANSFIGURAÇÃO

Refletindo sobre a transfiguração, fico pensando na Majestade de Jesus diante dos discípulos, e essa cena me leva também a pensar na gratidão que devemos cultivar em nossos corações por eles, que presenciaram e nos transmitiram a belíssima e poderosa Glória de Cristo "acontecendo" diante de seus olhos!
Que estupendo...que privilégio!

Imaginando  esse  acontecimento, em que adjetivos não podem explicar, percebo o quanto  devemos compartilhar a certeza da nossa fé, como nos relatou  o apóstolo  em II Pedro 1: 16-18:

"Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade.
Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido.
E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo;
Certeza  que deve ser alimentada diariamente através da nossa intimidade com Deus, para que possamos transmitir a luz que só  Cristo pode nos dar."

A escolha da ornamentação da mesa  foi estruturada  através dos símbolos: a Bíblia, a Água, o Lírio, e o Castiçal. 
Sendo: a Bíblia a palavra revelada, o óleo da unção; o Vaso com água fala do Espírito Santo; o Lírio que representa  Jesus, o Lírio dos Vales; o Castiçal, simbolizando Jesus, a luz do mundo, transfigurado diante de Pedro, Tiago e João .


Observe com atenção a mudança de cor que aconteceu de acordo com a luminância no vaso e na água que está em seu interior:


Quando reflito sobre transfiguração, entendo como algo sobrenatural e transcedente, e a alteração cromática em função da luminância confirmaram ainda mais a estrutura utilizada na concepção do projeto de ornamentação com esse tema.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Natal ou Carnaval?


Como assim? Foi minha pergunta ao ouvir um jovem dizer ao outro numa loja de enfeites para decoração natalina: “sabe qual a diferença do carnaval e do natal? A fantasia, só que prefiro o carnaval, pelo menos não dou presente pra ninguém!!!”

Como podem imaginar, fiquei chocada...

Caminhamos para a total falta de referência quanto aos verdadeiros símbolos e seus significados.

No ano passado, ao entrar nessa mesma loja para as compras, me deparei com um sentimento de descontentamento, ainda que envolvida pelas belas bolinhas de diversas cores, texturas, fitas das mais diferentes e nada me “levou a lugar nenhum”.

Não consegui achar algo que apontasse para o verdadeiro significado do Natal.

 Algumas pessoas estavam motivadas apenas em comprar os enfeites para decorar a casa para mais um Natal.

 Mas tudo isso me fez refletir sobre o que realmente devemos comprar ou fazer para adornar nossas casas, e no meu caso específico, ornamentar a Igreja .

 Ao chegar em casa,  abri a sacola e lá estavam algumas bolas cintilantes, fitas decoradas  e folhagens com purpurinas...  Surpresa! Na mesma sacola veio junto aquele certo “ar de tudo igual” incômodo que  tomou conta de mim, e como nada fica sem explicação, conclui que na verdade, todos aqueles belos enfeites, eram apenas decorativos mesmo, criados com o objetivo apenas comercial, desprovidos do  verdadeiro significado, do significado maior :  JESUS NASCEU !

De acordo com a “tradição histórica”, as bolas simbolizam os frutos, as atitudes humanas e a Graça de Deus recebida diariamente.

Será que realmente sabíamos disso? E se sabemos, ao decorarmos nossas casas, refletimos sobre isso? 

Graças a Deus que há tempo para todas as coisas, para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo para morrer, de plantar e arrancar o que se plantou, tempo de derrubar e de construir, de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de guardar e tempo de jogar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de lutar e de viver em paz! Eclesiastes3:1-8

O mundo já sinalizou desde a cruz que prefere Barrabás, cabe a nós proclamar que já escolhemos Jesus!

O Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Emanuel, Deus conosco.

Porque nasceu, viveu, morreu, ressuscitou e VIVE !