quinta-feira, 28 de março de 2013

Ele tomou sobre si nossas enfermidades...




"Isso não significa viver emocionalmente tranquilos, assim como não podemos viver livres do pecado. Mas podemos ser confortados com a firme convicção de que as piores injustiças da humanidade foram levadas em conta. A cruz  foi o maior ato de Deus para nos alcançar, e é aqui que nos identificamos mais intimamente com CRISTO.Obviamente, não temos como repetir sua experiência,  mas podemos nos identificar com suas feridas. Conforme aprendemos, CRISTO foi abandonado para que fôssemos acolhidos. Ele experimentou o INFERNO para que pudéssemos experimentar o CÉU! "

"Os brados da cruz"  Erwin Lutzer

Feliz Páscoa!

Nina Arbex

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A TRANSFIGURAÇÃO

Refletindo sobre a transfiguração, fico pensando na Majestade de Jesus diante dos discípulos, e essa cena me leva também a pensar na gratidão que devemos cultivar em nossos corações por eles, que presenciaram e nos transmitiram a belíssima e poderosa Glória de Cristo "acontecendo" diante de seus olhos!
Que estupendo...que privilégio!

Imaginando  esse  acontecimento, em que adjetivos não podem explicar, percebo o quanto  devemos compartilhar a certeza da nossa fé, como nos relatou  o apóstolo  em II Pedro 1: 16-18:

"Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade.
Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido.
E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo;
Certeza  que deve ser alimentada diariamente através da nossa intimidade com Deus, para que possamos transmitir a luz que só  Cristo pode nos dar."

A escolha da ornamentação da mesa  foi estruturada  através dos símbolos: a Bíblia, a Água, o Lírio, e o Castiçal. 
Sendo: a Bíblia a palavra revelada, o óleo da unção; o Vaso com água fala do Espírito Santo; o Lírio que representa  Jesus, o Lírio dos Vales; o Castiçal, simbolizando Jesus, a luz do mundo, transfigurado diante de Pedro, Tiago e João .


Observe com atenção a mudança de cor que aconteceu de acordo com a luminância no vaso e na água que está em seu interior:


Quando reflito sobre transfiguração, entendo como algo sobrenatural e transcedente, e a alteração cromática em função da luminância confirmaram ainda mais a estrutura utilizada na concepção do projeto de ornamentação com esse tema.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Natal ou Carnaval?


Como assim? Foi minha pergunta ao ouvir um jovem dizer ao outro numa loja de enfeites para decoração natalina: “sabe qual a diferença do carnaval e do natal? A fantasia, só que prefiro o carnaval, pelo menos não dou presente pra ninguém!!!”

Como podem imaginar, fiquei chocada...

Caminhamos para a total falta de referência quanto aos verdadeiros símbolos e seus significados.

No ano passado, ao entrar nessa mesma loja para as compras, me deparei com um sentimento de descontentamento, ainda que envolvida pelas belas bolinhas de diversas cores, texturas, fitas das mais diferentes e nada me “levou a lugar nenhum”.

Não consegui achar algo que apontasse para o verdadeiro significado do Natal.

 Algumas pessoas estavam motivadas apenas em comprar os enfeites para decorar a casa para mais um Natal.

 Mas tudo isso me fez refletir sobre o que realmente devemos comprar ou fazer para adornar nossas casas, e no meu caso específico, ornamentar a Igreja .

 Ao chegar em casa,  abri a sacola e lá estavam algumas bolas cintilantes, fitas decoradas  e folhagens com purpurinas...  Surpresa! Na mesma sacola veio junto aquele certo “ar de tudo igual” incômodo que  tomou conta de mim, e como nada fica sem explicação, conclui que na verdade, todos aqueles belos enfeites, eram apenas decorativos mesmo, criados com o objetivo apenas comercial, desprovidos do  verdadeiro significado, do significado maior :  JESUS NASCEU !

De acordo com a “tradição histórica”, as bolas simbolizam os frutos, as atitudes humanas e a Graça de Deus recebida diariamente.

Será que realmente sabíamos disso? E se sabemos, ao decorarmos nossas casas, refletimos sobre isso? 

Graças a Deus que há tempo para todas as coisas, para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo para morrer, de plantar e arrancar o que se plantou, tempo de derrubar e de construir, de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de guardar e tempo de jogar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de lutar e de viver em paz! Eclesiastes3:1-8

O mundo já sinalizou desde a cruz que prefere Barrabás, cabe a nós proclamar que já escolhemos Jesus!

O Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Emanuel, Deus conosco.

Porque nasceu, viveu, morreu, ressuscitou e VIVE !

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Retomando o diálogo...



Nesse mês de outubro comemoramos o dia da Reforma Protestante.

O período litúrgico terminou, mas fica a luta e o propósito de Martinho Lutero em resgatar os valores básicos, essências do Evangelho com a ênfase cristocêntrica, o Verbo de Deus. 
A Reforma  ainda fala nos dias de hoje sobre a Graça redentora, objeto final do Cristianismo.

A exemplo disso, procuramos a cada domingo apresentar o altar  liturgicamente ornado com símbolos que nos  conduzam a uma reflexão, a de reformar nossas atitudes diante de Deus e dos homens através da Palavra que é o centro, a base de tudo. 
A menorá aponta para o Espírito do Senhor, a água do Espírito que  sacia a sede, o óleo de unção, para que tenhamos autoridade do Espírito Santo ao proclamarmos a palavra, e a lamparina  que fala da luz que ilumina nossos caminhos: Jesus Cristo. Lembrando sempre que reforma aponta para compromisso (preço à pagar), sem o qual nada se forma

 Altar 1

 Altar 2

Altar 3


Púlpito

Os tecidos coloridos geram o clima sóbrio que o tema requer e as flores,  a estética como apoio também ecológico.

Que o Senhor nos abençoe e nos guarde...



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Meu pai faria 100 anos...

“Exemplo”
Vejo meu pai fiel em rumo ao templo
E eu atrás, seguindo-o, Bíblia ao braço;
Seguindo-o só no andar, passo por passo,
Difícil era seguir-lhe o Santo exemplo.

Mas eu sempre a segui-lo, no encalço
Daquilo santo que nele contemplo,
Na ânsia de adorar, como inda faço...
Em ânsias procurava-lhe o exemplo
(introspectivamente me contemplo):
O evangelho de Cristo me conforta.

-Meu pai, então clamei, eu quero Cristo!
- Ei-lo aqui dentro, em mim, tal como existo
E quer a ti também, abre-lhe a porta!
                                                                             Eclésio Corrêa de Oliveira
                                                                            Santos, 20-10-66
Dou graças a Deus todas as vezes que me lembro dele!...
Dou graças a Deus pelo pai amoroso e muitas vezes severo, que tive, principalmente quando a motivação era o evangelho!  
Não conseguirei escrever muito nesse momento... Falta-me o ar! A Maria fumaça era uma paixão dele, amava ouvir seu ir e vir...
Gratidão não consegue expressar meus sentimentos... Muitas boas memórias, infância feliz, me levando nos braços para a Igreja, quando ainda muito pequena, e o culto doméstico, quanta emoção nas palavras, ouvindo histórias, sentada no peitoril da janela enquanto a chuva molhava Santos... Seu braço me enlaçando me protegia dando segurança, o tempo já se faz longe e a saudade continua eterna!
Pai! Que bom lembrar das suas horas de joelho orando por todos nós, sempre  nas horas cheias... 12:00hs,  6:00 da tarde e  22:00hs. Isso parecia um ritual, pensava eu, mas hoje sei que era compromisso!   Louvado seja Deus que sempre lhe ouvia, com certeza  porque Havia uma responsividade  entre eles...
 Não consigo mais... Obrigada Senhor pelo “Exemplo” de meu Pai...

 Eclésio Corrêa de Oliveira Pastor batista, filho de Eloy Corrêa de Oliveira Missionário Batista no Nordeste, outro exemplo a ser seguido e de Maria Andrade Corrêa de Oliveira, mulher de fé e muita coragem.
Meus amados eternamente...

sábado, 30 de junho de 2012

Quem pode abençoar nossos filhos?

Quem não gosta de ser abençoado? Creio que a maioria das pessoas gosta da idéia, até porque sabem que benção significa de alguma maneira que Deus está conosco; há, porém uma verdade a ser lembrada, a benção só é válida quando proferida em nome de Deus ou em nome do Senhor Jesus Cristo. Quando o apóstolo Paulo abençoava, dizia: “E bem sei que, ao visitar-vos irei na plenitude da benção de Cristo” Rm 15:29
Quando as crianças são abençoadas nos cultos, estão sendo abençoadas sob a benção do Senhor através da fidelidade e direção de Deus.
 A Bíblia diz que a benção era invocada pelo pai, pedindo o favor de Deus sobre o filho, logo, podemos entender que a benção vem de Deus através dos pais (Genesis 27).
Jesus no decorrer do seu ministério também nos ensinou, porque abençoou as crianças, cumprindo a orientação do Senhor (Mc 10:16).
Com muita tristeza, percebemos que em nome da contemporaneidade, muitos pais, quer sejam evangélicos ou não, deixaram de abençoar seus filhos através da benção verbalizada, talvez  por julgar que esse gesto ou atitude não serve mais para os dias de  hoje.
Ao deixar de verbalizar a benção do Senhor para os filhos, os pais estão no mínimo negociando a autoridade espiritual concedida por Deus aos pais, com o príncipe desse mundo, que tem por função impedir o cumprimento das promessas de Deus.
 Podemos reconhecê-lo agindo  sutil e  facilmente em argumentos como: “Não tem nada haver”, “Deixa disso”, “ Pega nada “ ou “ Tá de boa “... frases tão corriqueiras entre os jovens. Uma coisa é certa, não foram geradas no coração de Deus, possuem uma conotação espiritual comprometida! E se os pais não tiverem convicção de fé para retomar e orientar, a estrutura  pode vir a ruir.
Como Igreja, é necessário resgatar a certeza de que as promessas de Deus são eternas, e abençoar é imprescindível!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma inversão de valores na igreja cristã

Hoje temos mais uma palavra compartilhada, através do nosso irmão Vinícius Moura. Sejam edificados!

Uma inversão de valores na igreja cristã
(postagem de Vinicius Moura publicada em 19/06/2012 no blog www.desafiodesercristao.blogspot.com  )

É uma tremenda inversão de valores a forma como os supermercados tratam seus clientes quando eles chegam nos caixas. As pessoas que compraram menos têm filas rápidas e são liberadas logo, já aqueles que compraram bastante, ficam muito tempo esperando. Ora, pelo que sei, a regra do comércio manda que quem compra mais deve ter tratamento preferencial. Por que os supermercados funcionam ao contrário?

O fato é que acabamos nos acostumando - no caso dos supermercados, já questionei dezenas de caixas e todos sempre me olham com cara espantada - e até deixamos de criticar o que está ocorrendo.  

Mas quando a inversão de valores contamina a própria igreja cristã, o efeito pode ser desastroso. Vejamos alguns exemplos:

O culto é para quem?
É comum, ao sairmos de um culto, as pessoas comentarem como foi a cerimônia. E é interessante observar que os comentários sempre vrsam sobre se a cerimônia estava ou não de acordo com o gosto ou as necessidades das próprias pessoas.

Ora, o culto é, antes que tudo, uma cerimônia de adoração e louvor a Deus. Logo, por que ninguém nunca pergunta, ao final do culto, se Deus se agradou do que foi feito?

Infelizmente houve uma inversão de valores e o culto passou a ser focado nas pessoas. As igrejas pensam ser preciso atrair a atenção e entretê-las usando todo tipo de recurso, para poder competir com vantagem contra a Internet, a televisão, os shows artísticos, etc.

E as distorções geradas são enormes: pastores deixam de abordar nas suas pregações temas impopulares, como "pecado" e "inferno"; os cultos viram verdadeiros shows, cheios de efeitos visuais, onde as "estrelas" passam a ser os pregadores e o pessoal do louvor, não mais Jesus Cristo; e por aí vai. 

Quem deve influenciar quem?
Existe uma permanente tensão entre igreja cristã e sociedade secular, a respeito de quem deve ter mais influência

Não há dúvida que a igreja precisa sofrer alguma influência da sociedade. Por exemplo, quando eu era pequeno, as igrejas passaram a aceitar guitarras e baterias no louvor, para tornar a música mais adequada ao gosto das pessoas. E não há qualquer problema nisso.

Mas a igreja cristã não pode mudar a ponto de desvirtuar o testemunho que precisa dar para o mundo. Mudar  apenas para não ser vista como conservadora e/ou não ter uma imagem antipática é uma inversão muito perigosa das coisas. E vemos tal tipo de coisa acontecendo muito nas discussões de temas como aborto, casamento homossexual, limites da honestidade, etc.

Jesus nos disse que deveríamos ser “o sal da terra”, ou seja precisamos transmitir "sabor". E isso somente acontecerá se lutarmos para que os ensinamentos cristãos modifiquem a sociedade. 

Essa é a vocação da igreja e muito cristãos fizeram isso ao longo da história: Wilberforce levou a Inglaterra a abolir a escravidão, lutando contra forças muito poderosas; Madre Teresa influenciou mudanças nos direitos civis na India, enfrentando costumes milenares; e Wesley minimizou chagas sociais, como o alcoolismo e o abandono das crianças, contra a vontade do capitalismo selvagem da sua época.
Quando a igreja iguala seu discurso ao da sociedade, essa última sai ganhando. Sempre. Afinal, a sociedade tem muito mais recursos e criatividade em saber como agradar as pessoas. 
Quem está a serviço de quem?
Algumas igrejas defendem a tese de que temos direitos perante Deus, por causa das promessas que Ele teria nos feito. Basta ter fé e reivindicar para se apossar. E tome de prosperidade para todos, saúde garantida, etc.

Ora, fico me perguntando: afinal, quem serve a quem? Somos nós que precisamos ser os servos fiéis d`Aquele que nos criou e nos dá sua Graça de forma livre? Ou é Ele que está aí para nos servir nas nossas necessidades? 

É claro que não somos mais do que servos e somente pela Graça temos acesso a Deus, apesar dos nossos pecados. Qualquer coisa além disso, é uma inversão total do papel que nos foi atribuído pelo próprio Deus.
Conclusão
Inversões, como as que comentei acima e outras mais, estão debilitando a igreja cristã. É isso que está acontecendo com as igrejas protestantes ditas liberais nos Estados Unidos, algumas hoje reduzidas à metade do que já foram e que viraram motivo de chacota da imprensa.

Posturas "politicamente corretas", "práticas de marketing modernas", "administração focada em objetivos" e outras coisas do tipo acabaram virando armadilhas para o cristianismo. 
A igreja cristã somente executa seu papel quando incomoda, denuncia, enfrenta o que está errado, enfim quando mostra um caminho diferente para as pessoas. Quando não é assim, ela fica irrelevante, ou como disse Jesus, vira sal insípido, que apenas serve para ser jogado fora.