quarta-feira, 4 de julho de 2012

Meu pai faria 100 anos...

“Exemplo”
Vejo meu pai fiel em rumo ao templo
E eu atrás, seguindo-o, Bíblia ao braço;
Seguindo-o só no andar, passo por passo,
Difícil era seguir-lhe o Santo exemplo.

Mas eu sempre a segui-lo, no encalço
Daquilo santo que nele contemplo,
Na ânsia de adorar, como inda faço...
Em ânsias procurava-lhe o exemplo
(introspectivamente me contemplo):
O evangelho de Cristo me conforta.

-Meu pai, então clamei, eu quero Cristo!
- Ei-lo aqui dentro, em mim, tal como existo
E quer a ti também, abre-lhe a porta!
                                                                             Eclésio Corrêa de Oliveira
                                                                            Santos, 20-10-66
Dou graças a Deus todas as vezes que me lembro dele!...
Dou graças a Deus pelo pai amoroso e muitas vezes severo, que tive, principalmente quando a motivação era o evangelho!  
Não conseguirei escrever muito nesse momento... Falta-me o ar! A Maria fumaça era uma paixão dele, amava ouvir seu ir e vir...
Gratidão não consegue expressar meus sentimentos... Muitas boas memórias, infância feliz, me levando nos braços para a Igreja, quando ainda muito pequena, e o culto doméstico, quanta emoção nas palavras, ouvindo histórias, sentada no peitoril da janela enquanto a chuva molhava Santos... Seu braço me enlaçando me protegia dando segurança, o tempo já se faz longe e a saudade continua eterna!
Pai! Que bom lembrar das suas horas de joelho orando por todos nós, sempre  nas horas cheias... 12:00hs,  6:00 da tarde e  22:00hs. Isso parecia um ritual, pensava eu, mas hoje sei que era compromisso!   Louvado seja Deus que sempre lhe ouvia, com certeza  porque Havia uma responsividade  entre eles...
 Não consigo mais... Obrigada Senhor pelo “Exemplo” de meu Pai...

 Eclésio Corrêa de Oliveira Pastor batista, filho de Eloy Corrêa de Oliveira Missionário Batista no Nordeste, outro exemplo a ser seguido e de Maria Andrade Corrêa de Oliveira, mulher de fé e muita coragem.
Meus amados eternamente...

sábado, 30 de junho de 2012

Quem pode abençoar nossos filhos?

Quem não gosta de ser abençoado? Creio que a maioria das pessoas gosta da idéia, até porque sabem que benção significa de alguma maneira que Deus está conosco; há, porém uma verdade a ser lembrada, a benção só é válida quando proferida em nome de Deus ou em nome do Senhor Jesus Cristo. Quando o apóstolo Paulo abençoava, dizia: “E bem sei que, ao visitar-vos irei na plenitude da benção de Cristo” Rm 15:29
Quando as crianças são abençoadas nos cultos, estão sendo abençoadas sob a benção do Senhor através da fidelidade e direção de Deus.
 A Bíblia diz que a benção era invocada pelo pai, pedindo o favor de Deus sobre o filho, logo, podemos entender que a benção vem de Deus através dos pais (Genesis 27).
Jesus no decorrer do seu ministério também nos ensinou, porque abençoou as crianças, cumprindo a orientação do Senhor (Mc 10:16).
Com muita tristeza, percebemos que em nome da contemporaneidade, muitos pais, quer sejam evangélicos ou não, deixaram de abençoar seus filhos através da benção verbalizada, talvez  por julgar que esse gesto ou atitude não serve mais para os dias de  hoje.
Ao deixar de verbalizar a benção do Senhor para os filhos, os pais estão no mínimo negociando a autoridade espiritual concedida por Deus aos pais, com o príncipe desse mundo, que tem por função impedir o cumprimento das promessas de Deus.
 Podemos reconhecê-lo agindo  sutil e  facilmente em argumentos como: “Não tem nada haver”, “Deixa disso”, “ Pega nada “ ou “ Tá de boa “... frases tão corriqueiras entre os jovens. Uma coisa é certa, não foram geradas no coração de Deus, possuem uma conotação espiritual comprometida! E se os pais não tiverem convicção de fé para retomar e orientar, a estrutura  pode vir a ruir.
Como Igreja, é necessário resgatar a certeza de que as promessas de Deus são eternas, e abençoar é imprescindível!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma inversão de valores na igreja cristã

Hoje temos mais uma palavra compartilhada, através do nosso irmão Vinícius Moura. Sejam edificados!

Uma inversão de valores na igreja cristã
(postagem de Vinicius Moura publicada em 19/06/2012 no blog www.desafiodesercristao.blogspot.com  )

É uma tremenda inversão de valores a forma como os supermercados tratam seus clientes quando eles chegam nos caixas. As pessoas que compraram menos têm filas rápidas e são liberadas logo, já aqueles que compraram bastante, ficam muito tempo esperando. Ora, pelo que sei, a regra do comércio manda que quem compra mais deve ter tratamento preferencial. Por que os supermercados funcionam ao contrário?

O fato é que acabamos nos acostumando - no caso dos supermercados, já questionei dezenas de caixas e todos sempre me olham com cara espantada - e até deixamos de criticar o que está ocorrendo.  

Mas quando a inversão de valores contamina a própria igreja cristã, o efeito pode ser desastroso. Vejamos alguns exemplos:

O culto é para quem?
É comum, ao sairmos de um culto, as pessoas comentarem como foi a cerimônia. E é interessante observar que os comentários sempre vrsam sobre se a cerimônia estava ou não de acordo com o gosto ou as necessidades das próprias pessoas.

Ora, o culto é, antes que tudo, uma cerimônia de adoração e louvor a Deus. Logo, por que ninguém nunca pergunta, ao final do culto, se Deus se agradou do que foi feito?

Infelizmente houve uma inversão de valores e o culto passou a ser focado nas pessoas. As igrejas pensam ser preciso atrair a atenção e entretê-las usando todo tipo de recurso, para poder competir com vantagem contra a Internet, a televisão, os shows artísticos, etc.

E as distorções geradas são enormes: pastores deixam de abordar nas suas pregações temas impopulares, como "pecado" e "inferno"; os cultos viram verdadeiros shows, cheios de efeitos visuais, onde as "estrelas" passam a ser os pregadores e o pessoal do louvor, não mais Jesus Cristo; e por aí vai. 

Quem deve influenciar quem?
Existe uma permanente tensão entre igreja cristã e sociedade secular, a respeito de quem deve ter mais influência

Não há dúvida que a igreja precisa sofrer alguma influência da sociedade. Por exemplo, quando eu era pequeno, as igrejas passaram a aceitar guitarras e baterias no louvor, para tornar a música mais adequada ao gosto das pessoas. E não há qualquer problema nisso.

Mas a igreja cristã não pode mudar a ponto de desvirtuar o testemunho que precisa dar para o mundo. Mudar  apenas para não ser vista como conservadora e/ou não ter uma imagem antipática é uma inversão muito perigosa das coisas. E vemos tal tipo de coisa acontecendo muito nas discussões de temas como aborto, casamento homossexual, limites da honestidade, etc.

Jesus nos disse que deveríamos ser “o sal da terra”, ou seja precisamos transmitir "sabor". E isso somente acontecerá se lutarmos para que os ensinamentos cristãos modifiquem a sociedade. 

Essa é a vocação da igreja e muito cristãos fizeram isso ao longo da história: Wilberforce levou a Inglaterra a abolir a escravidão, lutando contra forças muito poderosas; Madre Teresa influenciou mudanças nos direitos civis na India, enfrentando costumes milenares; e Wesley minimizou chagas sociais, como o alcoolismo e o abandono das crianças, contra a vontade do capitalismo selvagem da sua época.
Quando a igreja iguala seu discurso ao da sociedade, essa última sai ganhando. Sempre. Afinal, a sociedade tem muito mais recursos e criatividade em saber como agradar as pessoas. 
Quem está a serviço de quem?
Algumas igrejas defendem a tese de que temos direitos perante Deus, por causa das promessas que Ele teria nos feito. Basta ter fé e reivindicar para se apossar. E tome de prosperidade para todos, saúde garantida, etc.

Ora, fico me perguntando: afinal, quem serve a quem? Somos nós que precisamos ser os servos fiéis d`Aquele que nos criou e nos dá sua Graça de forma livre? Ou é Ele que está aí para nos servir nas nossas necessidades? 

É claro que não somos mais do que servos e somente pela Graça temos acesso a Deus, apesar dos nossos pecados. Qualquer coisa além disso, é uma inversão total do papel que nos foi atribuído pelo próprio Deus.
Conclusão
Inversões, como as que comentei acima e outras mais, estão debilitando a igreja cristã. É isso que está acontecendo com as igrejas protestantes ditas liberais nos Estados Unidos, algumas hoje reduzidas à metade do que já foram e que viraram motivo de chacota da imprensa.

Posturas "politicamente corretas", "práticas de marketing modernas", "administração focada em objetivos" e outras coisas do tipo acabaram virando armadilhas para o cristianismo. 
A igreja cristã somente executa seu papel quando incomoda, denuncia, enfrenta o que está errado, enfim quando mostra um caminho diferente para as pessoas. Quando não é assim, ela fica irrelevante, ou como disse Jesus, vira sal insípido, que apenas serve para ser jogado fora.  

sábado, 9 de junho de 2012

Apascenta as minhas ovelhas...

O que caráter tem a ver com missão? Com despertamento?
Quero dizer para você que caráter é a estrutura do projeto de Deus na sua vida!
Sou arquiteta e posso afirmar que sem estrutura, nenhum projeto pode ficar em pé! Nenhum projeto se sustentará...está condenado! Vai cair!
A estrutura do projeto de Deus na minha vida se baseia no caráter!
E esse caráter nao é qualquer caráter! É nada mais nada menos do que o caráter de Cristo!
Deus nos quer moldados pelo único molde que é digno de ser copiado!
Conforme Sua imagem, na forma dEle! Jesus Cristo, o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores, o Autor da Salvação, o Santo de Deus... Aleluia!
Deus tem um projeto! Para cada um de nós Ele tem um projeto!
Prepare a sua estrutura para que agüente o projeto de Deus sem desmoronar e Ele tenha que escolher outra fundação, outro conjunto de pilares, vigas e lajes para construir o Seu plano!
Arrume sua estrutura, entregue as fissuras nas mãos dEle e permita que Ele molde as peças... Ai sim vá e não se corrompa!
Deus quer nos moldar na forma, na estatura, no molde de Jesus...
Nao é no molde de Mateus, Lucas ou Pedro...todos eles estavam sendo moldados como eu e você...
Pedro era explosivo, quando a situação apertou ele arrancou a orelha na espada, negou...
Mas estava sendo moldado! Veja que lindo...
No fim, ele atinge a estatura, ele entra no molde, e é enviado por Jesus com as seguintes palavras:
Apascenta as minhas ovelhas...
Sobre a tua vida edificarei a minha igreja...
Que coisa linda ouvir isso de Jesus! Foi o diploma de aprovação...vai e cumpre o meu propósito!!! Apascenta as minhas ovelhas!


Altar IMCB no dia do Pastor!



Quando buscamos ser moldados conforme o molde de Jesus, olhamos para a mulher adúltera, e declaramos com autoridade e mansidão: vá e não peques mais...
Confrontamos o pecado sem acusar e nem apedrejar...sem exposição, humilhação ou vergonha..mas com amor e compaixão, despedimos e lembramos: vá e não torne a pecar!
O que eu faria hoje se pegasse meu irmão em flagrante em uma situação como essa?
Exporia? Envergonharia? Iria sedento para espalhar a noticia?
Ou teria um olhar de amor, um abraço de compreensão e uma palavra de autoridade para que nao repita mais, para que cuide nao cair?
Quem esta em pé, cuide que nao caia. Quem pode afirmar que nao vai falhar? (Sérgio Pimenta)
Eu quero ouvir do Senhor....apascenta as minhas ovelhas!

Hoje passei por aqui para compartilhar um pouco com vocês...
Beijos

Mari Arbex

quinta-feira, 7 de junho de 2012

E se fez!

Graças a Deus que nos permite viver a expectativa durante cinqüenta dias até chegar Pentecostes.
Esse ano pude preparar passo a passo a espera, e a cada domingo era acrescentado algo que relembrasse a festa da colheita como também das primícias.


Um domingo a mesa do Senhor estava disposta com flores, depois, fomos acrescentando frutas, trigos, vasos com água e tecidos em tons de bege até o vermelho que apontavam para o Espírito Santo.
Colocamos o tecido vermelho descendo do alto até embaixo, encontrando-se com dois vasos com água; um vaso com água até a metade sugerindo que temos o Espírito Santo em nós e o outro cheio, falando da importância de sermos cheios do Espírito. As velas acesas sobre a água confirmam que ao sermos cheios, o fogo do Espírito nos envolve e que Pentecostes se faz!
Todo esse simbolismo  me  levou a refletir... O Altar estava pronto, dialogando com o Sagrado e comigo. A Igreja no domingo foi responsiva como "sonhamos”... Um coral nasceu do coração do Pai e através do maestro Nelson Mathias, que nos preparou para a adoração enquanto cantávamos "Pra te adorar oh Rei dos Reis, foi que eu nasci oh Rei Jesus, meu prazer é te louvar, meu prazer é estar, nos átrios do Senhor, meu prazer é viver na casa de Deus, onde flui o amor"... e justamente nesse momento, fui pega pela pergunta:
E depois do domingo? Como será em sua vida, o  que realmente fica? Resíduos do vermelho, lembranças de  algumas palavras do sermão, votos de novos compromissos...
Fomos envolvidos  de tal maneira que nos foi sugerido pelo Pr. Marcio que deixássemos o pano vermelho, por mais uma semana... Na expectativa de dialogarmos mais um pouco.
Concluímos essa postagem com o desejo de buscarmos verdadeiramente o Senhor, Yahweh Macadeshcem sem reservas, permitindo ser encontrado (a), e Pentecostes "será" dentro e fora do Calendário Litúrgico.




Colaboradores na montagem do espaço litúrgico: Celsa, Mariane, Diego, Bruno Freire, Pr. Marcio e Sr. Elias.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Reverência: um sinal da presença de Deus


Hoje temos um texto que enriquece esse espaço, doado com muito carinho pelo Vinicius Freire (Igreja Metodista em Campo Belo), vai abençoá-los, como nos abençoou!






Lembro-me bem do dia em que entrei na catedral anglicana de São Paulo, em Londres. Os vitrais filtravam a luz de forma especial, dando ao ambiente um ar misterioso, amplificado pela música suave, ao fundo. Imediatamente minha atitude mudou, passando a ser mais reverente: sentei-me num banco, passei a falar em voz baixa e meu pensamento se voltou para Deus. Afinal, tudo ali apontava para a presença do Sagrado. 
Em escala mais simples, era assim que eu me sentia ao entrar no templo da igreja onde fui criado, no Rio de Janeiro. Minha atitude mudava, pois eu sabia ser aquele um lugar dedicado a Deus - só cabia ali oração, louvor e a pregação da Palavra.

O filósofo Paul Woodruff, a quem devo muito desta reflexão, ensinou que reverência é a atitude própria de quem se coloca de forma humilde ante algo muito maior. É a virtude que impede as pessoas de quererem agir como deuses, esquecendo que são somente humanas.

Reverência tem a ver com ficar maravilhado ante alguma coisa que torna a pessoa pequena, que a faz perceber a extensão das suas limitações. O profeta Isaías, quando se viu diante de Deus, ficou aterrorizado e disse (capítulo 6, versículo 5): “... Aí de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei...”     

Há algumas poucas coisas que poderiam preencher esse critério, por serem dignas de reverência. O nascimento, a morte e a natureza são três dentre elas. Mas como todas estão subordinadas a Deus, quem tudo criou e a tudo sustenta, a reverência somente é devida a Ele.

Vivemos hoje numa cultura que reverencia outras coisas, como fama, dinheiro e poder. Por isso mesmo as pessoas não têm mais um comportamento reverente ao entrar nos templos cristãos – conversam, contam piadas, etc. As maravilhosas catedrais da Europa viraram centros de turismo, com hordas de pessoas andando para todos os lados, tirando fotos. 

Reverência verdadeira requer prestar atenção nos detalhes e isso requer tempo. E tempo é o que as pessoas parecem não ter. Andam com tanta pressa que o entorno é como um cenário pelo qual passam rapidamente, a caminho de outro lugar. Prestam realmente atenção é no relógio, no celular, na lista de providências a serem tomadas, enfim nas coisas que alimentam a ilusão de que a vida é controlável. 
A liturgia dos serviços religiosos tem como objetivo justamente quebrar o ritmo normal de vida e apontar para os detalhes. Essas cerimônias costumar ter um ritmo próprio, pausado, e os detalhes são muito importantes: a decoração, a música ambiente, a ordem na qual as coisas são ditas, a entonação das palavras, etc. 
E isso deveria ser preservado, mas não é o que ocorre na prática pois, infelizmente, sob a desculpa da "modernidade", as coisas têm se adaptado à "falta de tempo" das pessoas: as cerimônias ficaram mais curtas, mais despojadas, mais diretas enfim. Mas também, muito menos reverentes.
Agora, quando a vida sai do seu curso normal – um acidente, uma morte inesperada, etc – e as pessoas perdem a ilusão de ter controle, ficando confusas, elas voltam a ser reverentes. Pedem a Deus livramento, choram na Sua presença e prometem mudar, para mais adiante, tudo voltar a ser o que era.

Muitas pessoas me perguntam como devem fazer para avaliar se sua própria vida espiritual está indo bem. Uma resposta adequada e simples seria: você anda reverentemente frente a Deus?



Participação Especial: Vinicius Freire

quarta-feira, 23 de maio de 2012

No princípio era o verbo...


Rapidez e efemeridade são palavras-chave do mundo contemporâneo. O tempo é cada vez mais escasso e as relações tornaram-se superficiais. No mundo do fast, algo se perdeu e é esta perda que me incomoda, e a partir disso nasceu a obra “No princípio era o verbo”. A loucura atual fez com que o homem perdesse algo essencial: a ligação com o eterno e o divino.
É essa necessidade que gostaria de resgatar através da arte.
Sugerindo um clima de catedral, dois grupos de painéis de seda são colocados pendendo do teto. Lembrando vitrais, eles formam várias ogivas, cada uma com uma palavra das frases “E se fez...” e “No princípio era o verbo”.
As janelas da Ogiva são os olhos da igreja por onde a luz ilumina e traz revelações, luz que penetra na igreja de fora para dentro, revelando o interior e a luz que emana de dentro para fora, com seus tons dourados, lembranças dos céus.


A simbologia do templo é apenas uma proposta. O contato com o eterno é fundamental nas relações humanas, e ele deve ser coerente e verdadeiro.
Tudo o que se cria é por um verbo. O princípio de todas as coisas já estava ali, inclusive da arte. A experiência religiosa da obra se dá na união do ver e do ler: imagem e palavra formam a proposta simbólica da instalação. Não é preciso ser erudito para instigar-se e envolver-se com a arte. A sensibilidade e a percepção está em todos.
Sentir é ver e ver é ler. Um verbo depende do outro e cada pessoa sente de maneira diferente, dependendo da relação de cada uma com o mundo e com Deus.